A mãe e o padrasto de Micael Davi Costa da Silva foram indiciados pela Polícia Civil nesta quinta-feira (29), em Araçatuba, pela morte da criança. O menino morreu após ser internado com graves lesões pelo corpo, incluindo ferimentos no crânio, fraturas e hematomas.
Os dois investigados, que já estavam presos preventivamente, poderão responder por homicídio qualificado e tortura. A conclusão do inquérito representa um novo avanço na investigação sobre as circunstâncias em que a criança sofreu as lesões.
A Polícia Civil apura a responsabilidade individual da mãe, de 27 anos, e do padrasto, de 26. Inicialmente, ambos foram presos sob suspeita de tentativa de homicídio qualificado e tortura. Com a confirmação da morte da vítima, o enquadramento passou a considerar o homicídio consumado.
Polícia também apura possível fraude processual
Além das suspeitas relacionadas à morte da criança, a investigação também considera uma possível fraude processual. A linha de apuração surgiu depois que policiais encontraram um lençol dentro de um balde nos fundos da residência onde Micael vivia.
A delegada Joseth Garcia Erustes, responsável pelo inquérito, explicou que a polícia investiga se houve tentativa de alterar ou ocultar vestígios que poderiam contribuir para esclarecer o caso.
Segundo a delegada, a mãe relatou durante depoimento que o padrasto teria retirado os lençóis da cama após os acontecimentos. Diante da informação, os policiais retornaram ao imóvel e aguardaram a chegada da perícia.
O corpo de Micael foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) na manhã de sexta-feira (23), um dia após a confirmação da morte.
Após a decissão de ontem, o inquérito policial será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
Por Wesley Pedrosa



