A sexta-feira 13, cercada por histórias e superstições, costuma despertar medo em muita gente. Ao longo dos anos, essa data ganhou fama de “azarada”, sendo associada a lendas, filmes de terror e crenças populares. No entanto, o que deveria ser apenas mais um dia no calendário acaba, muitas vezes, gerando consequências negativas para quem não tem nada a ver com essas histórias: os animais, especialmente os gatos pretos.

Infelizmente, ainda existem pessoas que acreditam que o gato preto traz má sorte ou que o animal está ligado a práticas místicas. Por causa disso, nessa época do ano, muitos desses felinos são abandonados, maltratados ou até vítimas de violência. Essa realidade mostra como as superstições, quando levadas a sério demais, podem transformar o medo em crueldade.
Os gatos pretos, assim como qualquer outro animal, são seres vivos que merecem cuidado, carinho e respeito. Eles não carregam azar, não fazem mal a ninguém e, na verdade, podem ser grandes companheiros. Em vários países e culturas, inclusive, o gato preto é símbolo de proteção, sorte e prosperidade.
A sexta-feira 13 pode ser, então, uma oportunidade para refletir sobre nossas atitudes e crenças. Em vez de alimentar superstições, podemos transformar a data em um momento de conscientização, incentivando a adoção responsável, o respeito aos animais e o combate a qualquer forma de violência.
Mais do que temer um dia específico, o importante é lembrar que nossas ações é que determinam o bem ou o mal que levamos ao mundo. E, quando escolhemos o respeito e a empatia, todos os dias — inclusive a sexta-feira 13 — podem ser de sorte.
Por Carlos Camargo



