Após um mês, dois suspeitos foram presos pelo desaparecimento de Carmen Oliveira, vista pela última vez em 12 de junho. Mas as buscas continuam, agora pelo corpo dá universitária, já que, para a Polícia, ela foi vítima de feminicídio.
Na quinta-feira (10), foram presos o namorado de Carmen, Marcos Yuri Amorim, e o policial militar ambiental da reserva, Roberto Carlos de Oliveira que, de acordo com a Polícia, mantinha um suposto caso amoroso com Marcos.
O crime, aponta a Polícia, foi motivado pela pressão de Carmen para Marcos assumir o namoro. O suspeito não queria tornar público o relacionamento, o que poderia ter motivado o assassinato.
Carmen também teria montado um “dossiê” contra Marcos, que continha elementos de supostos crimes praticados por ele, como furtos. Este pode ter sido outro motivador para o crime.
Ainda de acordo com a Polícia, Marcos recebeu suporte do policial Roberto Carlos.
Os suspeitos, de acordo com a Polícia, negam participação no desaparecimento de Carmen e se declararam inocentes.
A outros veículos de comunicação, a defesa de Roberto Carlos disse que ele é inocente e que provará que ele “não cometeu os crimes dos quais é acusado”. A defesa de Marcos Yuri não foi localizada. O espaço segue aberto.
Transferência
Marcos foi transferido para um presídio em Penápolis e Roberto Carlos para o presídio Romão Gomes, da Polícia Militar, que fica em São Paulo.
De acordo com a Polícia, Marcos Yuri deve ser ouvido na terça-feira (15). Já Roberto Carlos deve ser ouvido por videoconferência, ainda sem data confirmada.
Buscas
Nesta sexta-feira (11), policiais civis e guardas municipais estiveram no assentamento “Estrela da Ilha, na região onde fica a casa da Yuri. Cachorros e drones de foram utilizados.
Policiais também estiveram na casa de Roberto Carlos, no bairro Ilha do Sol, onde materiais foram recolhidos para análise.
De acordo com o delegado Miguel Gomes da Rocha Neto, disse que mais buscas serão feitas, de acordo com pistas e informações que forem surgindo na investigação.
Por Douglas Cossi