Um grupo de professores ligado à Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), de Presidente Prudente, relatou ter sido alvo de ofensas durante um jantar na noite da última sexta-feira (16), em um restaurante localizado na Avenida Brasília, em Araçatuba.
Segundo Odimar Silva, secretário de Administração da subsede da Apeoesp em Araçatuba, o grupo era formado por professores da ativa e aposentados que estiveram na cidade para participar de atividades de mobilização sindical.
Após o encerramento dos compromissos, os educadores decidiram jantar antes de retornar a Presidente Prudente. Eles escolheram o restaurante Bola 7, estabelecimento tradicional localizado na Avenida Brasília.
De acordo com Odimar, alguns integrantes do grupo utilizavam camisetas com referências ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ainda conforme o relato, clientes que já estavam no estabelecimento teriam iniciado xingamentos e manifestações de hostilidade contra os professores.
Entre os integrantes do grupo estaria a professora Emília Santos Farias, que atua na rede pública de ensino de Presidente Prudente. O episódio foi registrado em vídeos que posteriormente passaram a circular pelas redes sociais.
Apoio dentro do estabelecimento
Odimar afirmou que a situação provocou reações de outros frequentadores do restaurante. Segundo ele, clientes e funcionários teriam demonstrado solidariedade aos professores e se manifestado contra as ofensas.
Ainda conforme o representante sindical, algumas das pessoas que defenderam o grupo seriam eleitores identificados com a direita. O episódio, segundo Odimar, expôs novamente o clima de polarização política que tem marcado discussões públicas no país.
Após a repercussão do caso, o secretário também relatou ter recebido manifestações de apoio de comerciantes de Araçatuba. De acordo com ele, um empresário que se identifica politicamente com a direita teria criticado a postura dos clientes envolvidos no episódio.
Possível boletim de ocorrência
Após o ocorrido, a professora Emília Santos Farias informou que pretendia procurar a Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência.
Por Guilherme Renan



