O homem realizava transferências via Pix na modalidade de agendamento; desta forma, ele teria levado o estabelecimento a acreditar que as diárias estavam sendo pagas normalmente
Um homem de 42 anos foi preso em flagrante neste domingo (7), suspeito de estelionato contra um hotel localizado na região central de Araçatuba. Segundo o boletim de ocorrência, ele teria simulado pagamentos via Pix em hotel de Araçatuba para permanecer hospedado sem quitar as diárias e outros consumos.
De acordo com o registro policial, policiais militares faziam patrulhamento pela região central quando o proprietário do estabelecimento os acionou. Durante uma conferência financeira, o responsável pelo hotel constatou que o hóspede permanecia no local apesar de os valores não terem entrado na conta.
Agendamentos de Pix
Conforme o boletim, o homem realizava transferências via Pix na modalidade de agendamento. Dessa forma, ele teria levado o estabelecimento a acreditar que as diárias estavam sendo pagas normalmente.
No entanto, ao consultar os extratos bancários, o proprietário verificou que os valores não haviam sido efetivamente creditados.
A hospedagem estava regularmente paga até aproximadamente o dia 3 de setembro. Posteriormente, o hotel identificou dez lançamentos de Pix sem a correspondente compensação bancária.
Segundo o registro, os lançamentos eram de R$ 110, R$ 100, R$ 250, R$ 30, R$ 30, R$ 31, R$ 30, R$ 160, R$ 50 e R$ 36. O estabelecimento informou prejuízo total de R$ 827, considerando diárias e consumos durante a permanência do hóspede.
Suspeito é levado à delegacia
Ainda segundo o boletim, ao ser questionado inicialmente pelo proprietário, o homem alegou não possuir recursos para regularizar o débito.
A ocorrência também registra que, em contato com os policiais militares, ele teria admitido que realizou os agendamentos mesmo sabendo que não possuía saldo suficiente para concluir as transações. Conforme o relato policial, o suspeito disse que havia usado o dinheiro que possuía para comprar crack.
Os policiais conduziram o homem e o representante do hotel ao plantão da Polícia Civil. Na delegacia, o investigado exerceu o direito constitucional ao silêncio e informou que se manifestaria apenas em juízo. Além disso, entregou o aparelho celular e forneceu a senha aos policiais.
A autoridade policial entendeu, em análise inicial, que havia elementos para caracterizar, em tese, o crime de estelionato e lavrou o auto de prisão em flagrante. O homem não teria oferecido resistência à prisão, segundo o boletim.
Por Vitor Moretti



